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Queijo do Serro

Patrimônio imaterial de Minas Gerais, o mineiríssimo e saboroso queijo artesanal da região do Serro começou a ser produzido no período colonial. Hoje muitas pessoas vivem exclusivamente da produção e comercialização desse tipo de queijo.


O queijo do serro tem aproximadamente 14 cm de diâmetro, e a altura varia de 4 cm a 6 cm. Sua casca é normalmente esbranquiçada, tendendo a se transformar numa crosta fina e amarelada quando o queijo é curado por alguns dias. Internamente a massa é branca e consistente, às vezes, ligeiramente quebradiça.


O modo tradicional de fabricação do queijo do Serro foi registrado no Livro dos Saberes como bem do patrimônio imaterial de Minas Gerais, em 7 de agosto de 2002. Atualmente (1º semestre de 2006), o processo do registro dos queijos artesanais mineiros está em andamento no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para obter o registro de bem cultural de natureza imaterial do Brasil.


“Ao propor a abertura do Livro de Registro dos Bens Imateriais do Estado de Minas Gerais com os queijos de Minas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais considera a tendência mundial; o recente esforço da sociedade brasileira no sentido de criar esses livros de registros; a necessidade de proteger os produtos locais de descaracterização globalizante; a necessidade ética de proporcionar retorno financeiro aos efetivos criadores de diferentes pratos, produtos e modos de fazer; a importância de estimular o pequeno produtor e defender suas tradições e identidade, além da valorização do produto nacional e da diversidade, em detrimento de um gosto ‘internacional’ e homogêneo.


É importante precisar que o termo tecnicamente adequado não é, portanto, “tombamento” (embora este tenha sido usado pela imprensa por seu forte apelo), mas “registro” É necessário também frisar que o que está sendo registrado não é o queijo-de-minas, mas o processo tradicional de preparo e fabricação, especialmente de três de seus tipos (Canastra, Serro e Serra do Salitre).


O que se pretende, inicialmente é, portanto, a realização de pesquisa histórica para a definição de parâmetros para o registro de bens culturais relacionados à culinária e ao fazer, e o esclarecimento das relações entre culinária, história e cultura.


Sabemos, no entanto, que esse reconhecimento histórico poderá propiciar a criação de uma série de instrumentos legais e mercadológicos, por exemplo, os certificados de origem dos queijos franceses, aliando, ao final, o potencial simbólico do produto na culinária mineira e sua defesa contra a descaracterização pela qual passam os queijos de Minas” (Flávio de Lemos Carsalade).


O queijo do serro recebe os benefícios do Projeto Queijo Minas Artesanal, por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e tem o suporte do Acordo Brasil/França com Minas para o desenvolvimento da agropecuária.

 

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