Destinos

Serro

Manifestações Culturais Tradicionais - Serro

Música

Bandas

Banda de Música Euterpe Santíssimo Sacramento (fundada em 1917, pelos participantes da antiga Liga Operária. Os operários eram, em sua maioria, negros e mulatos que trabalhavam como sapateiros, carpinteiros, pedreiros, pintores, funcionários públicos e com outras prestações de serviços).


Corais

Coral “O Rouxinol”, fundado em 1984

Coral “Imaculada Conceição”


Teatro

Grupo Marte (fundado há mais de 28 anos pelo mecânico Márcio Nominato, responsável pelas apresentações dos quadros vivos da Semana Santa).



Literatura

Maria Eremita de Souza

Obra publicada: “Aconteceu no Serro”, editada pelo BDMG Cultural,1999.



Manifestações Culturais Folclóricas

Artesanato Típico
bordados de pontos variados, como o ponto de cruz, atrás e vagonite, bainha aberta;

pintura em tecido, tapeçaria;

objetos utilitários e decorativos e esculturas em de pedra sabão;

objetos utilitários e decorativos e esculturas em madeira como gamelas, colheres de pau e

pilão;

objetos utilitários e decorativos em trançados de corda, palha de milho, taquara e bambu;

objetos utilitários e decorativos de flores desidratadas e “sempre-vivas”.


Culinária Tradicional

Os viajantes estrangeiros, em seus diários, já faziam referências de que na região do Serro e Diamantina, desde o século 18, foram plantados pêssegos, marmelos, figos, cidra, pêras e até maçãs. Foram plantados também batata, ervilhas, couve, alface e salsinha.


Esta região era conhecida como Distrito Diamantino e mantinha estreitas relações comerciais, culturais, administrativas e políticas com a Coroa Portuguesa. Estas relações eram mais diretas do que com a capital da província: Vila Rica do Pilar.

Nas áreas urbanas e rurais, os serranos usam a criação de porcos e de galinhas, como herança das tradições portuguesas.

Nas regiões mineiras, os escravos recolhiam as comidas que sobravam dos patrões e as partes simples do porco (pés, orelhas, rabo, focinho), misturando-as em seus ensopados de brotos de plantas nativas e aparas de carne, para aproveitar os temperos, principalmente o sal, misturando tudo com farinha de mandioca ou de milho.

As ferramentas utilizadas na cozinha, apesar das facilidades oferecidas pela modernidade, são feitas de madeira, ferro batido, taquara, couro, barro, pedra sabão e outros materiais. Em geral, os utensílios recebem toques pessoais, o que os tornam ainda mais adequados.


Dessa maneira, estão de volta os pilões de madeira usados para descascar o arroz, o café e para pilar o feijão fradinho; as gamelas para sovar as massas e as colheres de pau para mexer os doces em tachos de cobre. Para as tradicionais doceiras de Minas, quando se utiliza a colher de pau, o doce tem mais durabilidade e o sabor da fruta torna-se mais intenso. As boas cozinheiras acreditam também que os fornos feitos com barro de cupim assam por igual as quitandas e carnes, mantendo os valores nutritivos do alimento e proporcionando melhor sabor.

No século 18, mesa farta, luxo e potentado não existiam. Apesar das dificuldades, nesta época, os mineradores, os negros, os índios aculturados e o povo mestiço sobreviviam com :


Angu, feijão, toucinho, carne seca, couve, guisados (principalmente de serralha), caruru arnica, grelo de samambaia, palmito, cará, inhame, batata doce e mandioca cozida, que substituíam o pão.


Farinha de mandioca e de milho (bastante conhecida), usadas ao natural e em pães, bolos, pão de ló. Canjiquinha, canjica com rapadura e leite, são outras delícias do Serro. O leite era tomado só pela manhã. Os serranos também tomavam chá de laranja.


O sal, no século 18, era raro e caro, assim como o açúcar, considerados artigo de luxo juntamente com o arroz. Vários produtos alimentícios e industrializados eram monopólio de comerciantes portugueses que taxavam o preço desses produtos de acordo com suas conveniências.


Usavam vários tipos de pimenta esmagada com limão.


Utilizavam o mel e o própolis para alimentação e para fins medicinais. Há várias senhoras do Serro e de Diamantina que comentam sobre a culinária da região. Segundo contam, ela é dividida em duas épocas: antes e depois da implantação do Colégio Nossa Senhora das Dores, localizado em Diamantina. As irmãs introduziram várias receitas e modos de fazer as delícias que são inconfundíveis na região, principalmente os pratos utilizados em festas, como o empadão veneziano, e o arroz à Rossini.


Hoje, o serrano consome:


No café da manhã:

Café adoçado com rapadura e quitandas como: pão caseiro, curau, biscoito frito, pão de queijo, queijadinha, queijo, broa de fubá, tareco (biscoito doce feito de farinha de trigo, açúcar e ovos), roscas e biscoitos com variadas receitas, angu doce com queijo, pastel de massa folhada e rosca doce coberta com queijo.



Queijo

Os serranos mantêm inalterada as características originais do tradicional queijo como a consistência firme e massa uniforme. O capim meloso (grama típica da região) consumido pelas vacas e o clima ameno mantêm o sabor diferenciado do leite, em relação aos de outras regiões do estado. Pela técnica artesanal de fazer o queijo do Serro,  esta delícia típica foi elevada à patrimônio imaterial pelo IEPHA/MG, em agosto de 2002. O queijo do Serro foi o primeiro patrimônio imaterial incluso no Livro dos Saberes.



Salgados

Feijão ferrado (alimento típico do tropeiro), ora-pro-nóbis (cactácea característica das regiões rochosas e altas do Brasil), broto de samambaia e mamão de vez (acompanhados de carne de porco, costelinha ou frango). Feijão branco com dobradinha, frango ao molho pardo, frango com quiabo e angu, “roupa-velha” (feijão com carne seca) e escaldado (conhecido como maneco com jaleco, feito com mingau de fubá e ovo escaldado).


Para variar, comem a linguiça de porco, o chouriço salgado, a dobradinha, o fígado de boi (com jiló ou acebolado), miúdos de porco ou de galinha (rins, fígado e coração). Consomem, também, ovos  de galinha, utilizados de várias formas como a omelete.


Conservas feitas com grelo de bambu e outros vegetais e pequi no óleo (produzidos em São Gonçalo do Rio de Pedras).


Doces

Rapadura, rocambole de leite, pé de moleque, ambrosia, arroz doce (com casca de limão e canela) e doces de frutas como os de banana, goiaba, pêssego, abacaxi, coco, abóbora, cidra ralada, pau doce, mamão e pau de mamão (ralado com rapadura), furrundu (mamão verde enrolado), bananada, goiabada, marmelada e cocadas brancas e pretas. O destaque são os doces em barras de frutas de São Gonçalo do Rio das Pedras e de Milho Verde.



As compotas e geleias de frutas são variadas como as de figo, mamão, pêssego, laranja da terra, marmelo e cidra.


A canjica com leite ou temperada com amendoim, leite de coco ou coco ralado e cravo é uma iguaria muito apreciada, sobretudo no mês de junho.


Bebidas preferidas

Licores:
de folha de figo, jabuticaba, laranja, leite, jurubeba, jenipapo,ameixa.

Vinhos: de uva, jabuticaba e pétalas de rosas (fabricação caseira).

Chás: guaco, capim cidreira, camomila, maracujá, laranja da terra, pitanga, hortelã, poejo, casca de mexerica, chá preto, mate e erva-doce.

Cachaça, caipirinha e quentão, queimadinha (leite “afogado” no melado de açúcar ou mel). Para espantar o frio, os serranos acrescentam à queimadinha uma colher de cachaça e uns pauzinhos de canela.


Danças

Blocos Carnavalescos: “Vai Quem Quer”
Samba e marchinhas

Quadrilha

Forró



Folguedos

O folguedo é uma dança dramatizada. Em Minas Gerais, este tipo de manifestação folclórica tem, em sua maioria, uma função de caráter religioso para a comunidade que o apresenta.Geralmente, os folguedos são originários de cultos devocionais católicos.

 

Grupo Boi da Manta
Guarda de Catopés

Guarda de Caboclos

Guarda de Marujos

Pastorinhas

Folia de Reis.



Festas Religiosas e Profanas Tradicionais:

Janeiro
Dia 1º
Reveillon

Passagem do Ano

Local: festejos realizados em área pública


Dia 6

Encontro de Folias de Reis e das Pastorinhas do Município.


Dia 20

Festa de São Sebastião

A Irmandade de São Sebastião organiza a novena, missa, procissão e a Benção do Santíssimo Sacramento.

Ocorre também manifestações populares como barraquinhas, espetáculos pirotécnicos e levantamento de mastro.

Local: Igreja de Santa Rita


Dia 29
Data comemorativa da formação da Vila do Príncipe (1714)

Eventos cívicos

Local: área pública e nos monumentos históricos


Fevereiro

Dia 2
Dia de São Brás

Benção das gargantas na matriz de Nossa Senhora da Conceição.

 

Data Móvel
Carnaval

Apresentação de blocos caricatos como o “Vai Quem Quer”


Abril
Data Móvel
Semana Santa

Domingo de Ramos: Concentração na praça João Pinheiro, para o início dos rituais e cerimônias religiosas (horário divulgado pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição)

Segunda e Terça- feiras: celebrações Eucarísticas

Quarta-feira Santa: às 19h30 - Procissão de Encontro

Local de saída: Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Quinta-feira Santa: Celebração do Lava-Pés

Local: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Sexta-feira da Paixão: às 8h – Via Sacra ao vivo pelas ruas da cidade, organizada pelo Grupo de Teatro Marte. Durante todo o dia ocorre adoração ao Santíssimo na Igreja Matriz.

15h: Ações litúrgicas e orações

Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição

À noite, na Praça João Pinheiro, acontece a encenação da Paixão e Morte de Cristo.

Sábado de Aleluia: horário confirmado pela Paróquia local.

Domingo de Páscoa: às 8h ocorre a Procissão da Ressurreição.

As ruas e janelas do Serro são decoradasruas pela população para a Procissão passar.

 

Destaque da Semana Santa Serrana: Queima do Judas, às 14h.

Local: Botavira

 

Data móvel
Encontro Regional de Bandas de Música

Aniversário da Banda de Música Santíssimo Sacramento, dia 21.

Local: área pública determinada pela Prefeitura


Maio

Dia 1º
Festa do Cavalo e Dia do Trabalho

Homenagem ao trabalhador. Festas populares organizadas pelas empresas locais e pela Prefeitura. Cavalgada,exposições de animais, leilões, rodeios e apresentações musicais.

Local : Parque de Exposições Dr. Jairo Magalhães e o no Clube Ivituruy

 

De 1º a 31
Coroação de Nossa Senhora

Cerimônias religiosas todos os sábados e domingos após a missa das 19h.

As crianças vestem de anjo e cantam versinhos para a coroação, criados por devotas, das paróquias. Destaque para as decorações que são de muito bom gosto e não interferem nas obras barrocas dos retábulos.

Nas escolas também são realizadas coroações e homenagens a Nossa Senhora.

 

No dia 13 de maio, para homenagear Nossa Senhora de Fátima, as crianças coroam Nossa Senhora, vestidas de pastorinhas.

Local:Matriz e igrejas do distrito sede demais distritos.


Dias 2, 3 e 4
Festa de Santa Cruz
Velha tradição de Minas Gerais, desde o século 18. Rezam o Ofício de Santa Cruz, ao pé da cruz. Ocorrem também manifestações populares como barraquinhas, retretas e espetáculos pirotécnicos.

Local: No cruzeiro, Largo do Rosário.

 
Última semana de maio
Festa de Santa Rita

Realizam novena e missas. No dia principal, dedicado a Santa Rita, realizam também a procissão e a benção do Santíssimo..

Local: Igreja de Santa Rita.

 

Data Móvel
Pentecostes - Festa do Divino Espírito Santo

Novena, missas; barraquinhas e levantamento de mastro.

No dia de Pentecostes, a Festa do Divino Espírito Santo, acontece o cortejo do Império do Divino, as Guarda de Marujos, o Boi da Manta, a distribuição de pãezinhos e santinhos com o Divininho (pombinha de metal dourado) por devotos que pagam suas promessas após a missa.

Local:Igreja de Nosso Senhor do Bom Jesus


Junho
De 1º a 30
Festas Juninas
Em diversos locais da cidade e em seus distritos, todos os fins de semana, ocorrem  manifestações populares como fogos, barraquinhas, levantamento do mastro de Santo Antônio, São João e São Pedro, além de quadrilhas.

Local: pelas ruas e no Colégio Nossa Senhora da Conceição

 

Data Móvel: Corpus Christi

Solene procissão Eucarística com a participação de todas as Irmandades e Ordem Terceira do Município.

Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição

 

Data Móvel: Festa do Sagrado Coração de Jesus

Realizam a novena, missas, procissão e Benção do Santíssimo Sacramento.

Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição


Julho

Data móvel: 1º domingo de julho

Sábado: às 5h - saída da Caixa de assovios para casa dos festeiros para tomar o café. À noite, cortejo da bandeira acompanhado das Guardas de Catopés, Marujos, Caboclos e a brincadeira do Boi da Manta; levantamento de mastro e barraquinhas.

Domingo: Cortejo do Reinado – Juízes, rei e rainha e as Guardas de Catopés, Marujos, Caboclos e missa campal.

Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário

 

De 8 a 31
Projeto Culturando

Feira Cultural, apresentações culturais e encontro de artes

Local: área pública e monumentos históricos

 

Dia 16
Festa de Nossa Senhora do Carmo

A Ordem Terceira Carmelita, promove o tríduo, procissão e a cerimônia de renovação dos compromissos dos membros da Ordem. Organizam a alvorada com repiques dos sinos e fogos, Missa Solene e imposição dos escapulários, Benção do Santíssimo Sacramento e Te Deum.

Local: Igreja de Nossa Senhora do Carmo

 

De 10 a 17
Jubileu de Nossa Senhora das Dores

Novenas, missa, procissão, pagamentos de promessas e barraquinhas .

Local: São Gonçalo do Rio das Pedras


Agosto

Data Móvel: Festa de São Cristóvão

Missa, Bênção dos carros, fogueiras e barraquinhas

Local: Bairro Serra - Egito


Setembro

De 1º a 7: Semana da Pátria

Programação cívica em vários locais e o fechamento da Semana.

Local: Praça João Pinheiro.

 

Data Móvel: Festa do Queijo

Desfile e baile da Rainha do Queijo, culinária típica em vários restaurantes e bares, entregas de troféus e shows.

Local : Parque de Exposições Dr.Jairo Magalhães e o no Clube Ivituruy

 

De 5 a 14: Jubileu de Senhor Bom Jesus de Matosinhos

A Irmandade de Senhor Bom Jesus de Matosinhos organiza as cerimônias religiosas como a novena, missa, Benção do Santíssimo e Te Deum.

Local: Igreja de Senhor Bom Jesus de Matosinhos


Outubro

Data Móvel
Projeto Santa Cecília

Semana da Música

Concerto, audição, serestas, apresentações artísticas e musicais

Local: áreas públicas e monumentos históricos

 

Dia 12
Festa de Nossa Senhora Aparecida

Os devotos, junto à paróquia, organizam os rituais litúrgicoscomoa novena, missa, procissão, Benção do Santíssimo Sacramento e Te Deum.

Local:Matriz de Nossa Senhora da Conceição

 

Dia 15
Bailão do Serro Frio

Local:Centro histórico da cidade do Serro

 

Última semana de outubro
Festa de Nossa Senhora do Rosário

Novena.

Local: Distrito de Milho Verde


Novembro
Na semana do dia 22
Concerto em homenagem a patrona da Música: Santa Cecília
Local: Igreja Santa Rita


Dezembro

De 29 de novembro a 08 de dezembro
Festa da Imaculada Conceição – Padroeira do município

A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição organiza os rituais litúrgicos dentro das características do século XVIII: novena, reza do Ofício de Nossa Senhora, missa, procissão, Benção do Santíssimo Sacramento e Te Deum.

Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição

 

De 20 a 31
Festas de Natal e Ano Novo

Cortejo de Folia de Reis e as Pastorinhas.

Local: Visita às várias casas que fazem o presépio e convidam a Folia ou as Pastorinhas para cantar e rezar com a família. Sempre servem um café após a apresentação.

 

Nos festejos religiosos o toque dos sinos ainda é som marcante. Cada ocasião tem um toque: reunião das Irmandades, início de novenas, missas, Te Deum e a Bênção do Santíssimo. Os sinos são expressões sonoras de fé e da vida religiosa nas cidades históricas.


Figuras e Personalidades Típicas:

Família Ottoni

Ilustre clã de descendentes italianos e de bandeirantes Paes Leme


Manuel Vieira Ottoni

Foi o primeiro a chegar no Serro. Era neto de um imigrante genovês que foi para Portugal, refugiado político no início do século XVIII. Foi para o Serro trabalhar como oficial e cunhador na Casa de fundição.


José Elói Ottoni (filho de Manuel Vieira Ottoni)

Cronologia

Nasceu: em 1764

Faleceu: em 1851 no Rio de Janeiro.

Foi enterrado no cemitério da Igreja de São Francisco de Paula (RJ)

Trajetória de vida

Foi poeta e latinista, teve grande repercussão na vida política.


Cristiano Ottoni (neto de Manuel Vieira Ottoni)

Cronologia

Nasceu: em 1811, no Serro

Faleceu: em 1896.

Formação

Formado em engenharia.

Trajetória de vida

Foi um dos primeiros diretores da antiga Estrada de Ferro Pedro II. Mais tarde, a Estrada de Ferro Pedro II se transformou na Central do Brasil.


Teófilo Ottoni (neto de Manuel Vieira Ottoni)

Cronologia

Nasceu: 27 de novembro de 1807 no Serro

Faleceu: em 1869, no Rio de Janeiro.

Foi enterrado no cemitério da Igreja de São Francisco de Paula (RJ), onde já descansava seu pai e seu tio Elói.

Formação

Estudou na Academia da Marinha do Rio de Janeiro.

Trajetória de vida

Foi uma das maiores expressões da oratória parlamentar.

Atividades

1830: Deu baixa, como Guarda da Marinha e retornou a Minas Gerais. No Serro, fundou o jornal “Sentinela do Serro” que apesar de ter durado pouco tempo, influenciou a opinião pública com os ideais de democracia pregado por Teófilo Ottoni.

Era admirador de Tiradentes, Frei Caneca e Ratcliff. Aliou-se a Evaristo da Veiga, Bernardo Vasconcelos e Joaquim Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí.

1835: Deputado Provincial

1838: Deputado Geral

1840: Integrou-se ao Clube da Maioridade. Era contra a permanência de Araújo Lima, na Regência do Império.

1842: Liderou a Revolução Liberal, sendo derrotado em Santa Luzia, em 20 de agosto. Conduzido a pé para Ouro Preto, onde permaneceu preso durante um ano e meio, foi absolvido por unaminidade.

1845/1848: Reelegeu-se para deputado geral. Renunciou ao mandato para atuar como colonizador do nordeste mineiro.

Fundou a Companhia do Mucuri. Precursor do trabalho de Rondon, desbravava os sertões mineiros com a filosofia de preservação da vida dos índios que ainda viviam na região.Os índios o chamavam de Pogirum.

07 de setembro de 1852: Fundou a cidade de Filadélfia, hoje Teófilo Otoni. Proporcionou a imigração de agricultores alemães e a navegação mineira que saía da região e ia até ao litoral baiano. O sonho de Teófilo Ottoni era dar um porto de mar a Minas Gerais.

1864: Foi nomeado Senador do Império.

1870: Um ano após sua morte, surgiu, no dia 3 de dezembro de 1870, o “Manifesto Republicano”.


A era ottoniana aconteceu nos últimos 10 anos de sua vida. Viveu e governou com eloqüência democrática e estadista. Possuía a virtude republicana com princípios puros. Teófilo Ottoni sempre dizia: “Não devemos os membros do legislativo receber favores do executivo”.


Pedro Lessa 
Cronologia
Nasceu: 25 de setembro de 1859
Faleceu: 25 de julho de 1921, no Rio de Janeiro

Filiação
Coronel José Pedro Lessa e
Francisca Amélia Carneiro Lessa

Formação
Estudou humanidades no Serro
Em 1883, diplomou-se em Direito em São Paulo, recebendo o grau de Doutor.

Atividades
1888 a 1907: Professor na Faculdade de São Paulo
Deputado do Congresso Constituinte Paulista.
Exerceu as funções de Chefe da Polícia de São Paulo; Secretario de Relações do Estado de São Paulo.
1907: Ministro do Supremo Tribunal Federal. Transferiu-se para o Rio de Janeiro
1912: Escreveu “Estudos de Filosofia do Direito”
1915: Escreveu “Estudos do Poder Judicionário”
Pedro Lessa imprimiu nova orientação ao estudo da filosofia do direito no País. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras.


José Joaquim Ferreira Rabelo

Cronologia

Nasceu: em 1832, no Serro

Faleceu: em 1910, no Serro

Formação

Formou-se em Direito

Atividades

Exerceu o cargo de promotor público na terra natal.

Filiou-se ao Partido Liberal. Tornou-se grande líder político municipal.

1891: Com a proclamação da República, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte.

19 de julnho de1879: Foi agraciado pelo Imperador Pedro II com o título de Barão do Serro.


Antônio Ernesto Gomes Carneiro (General Carneiro)

Cronologia

Nasceu: em 1846

Faleceu: dia 9 de fevereiro de 1894, em Lapa, Paraná.

Formação

Estudava medicina/farmácia no Rio de Janeiro. Interrompeu seus estudos e alistou-se nas fileiras de voluntários para a Guerra do Paraguai.

Voltou a estudar e formou-se Engenheiro e Estado Maior.

Trajetória de vida

Participou de várias batalhas.

Destacou-se pelo desempenho e foi elevado a 1º Sargento Alferes de Comissão,Alferes de Linha.

Serviu no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Com a proclamação da República foi transferido para o Ceará.

Recebeu o posto de tenente Coronel e retornou ao Rio de Janeiro.

Foi para o Mato Grosso onde construiu as linhas telegráficas.

Promovido a Coronel comandou o Corpo de Bombeiros carioca.


Marechal Floriano o indicou para combater os federalistas no Paraná, em Lapa, com um batalhão de 300 homens. Foi sitiado por 3000 homens, sendo morto na batalha em 1894.


Dr. Dário Augusto Ferreira da Silva

Cronologia

Nasceu: dia 3 de outubro de 1859, no Serro

Faleceu: dia 16 de maio de 1927

Formação

Iniciou seus estudos no Colégio Caraça, concluindo o preparatório em Ouro Preto. Estudou na Academia de Direito em São Paulo.

Atividades

Foi Juiz de Direito da Comarca de Ferros.

Trajetória de Vida

Foi colega de Pinheiro Machado, Júlio de Castilho, Assis Brasil e Senador Bueno Paiva. Era um apreciador da história. Escreveu vários dramas e comédias e publicou “Sentença” e “Memória sobre o Serro Antigo”.


Maria Eremita de Souza

Formação

Graduou em Pedagogia

Atividades

Além de professora, ocupou o cargo de Inspetora Escolar na Região do Serro.

Foi membro atuante do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Trajetória de vida

Foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Câmara de Municipal do Serro. Pertenceu a Ordem Terceira do Carmo e trabalhou arduamente pela restauração e manutenção da igreja de Nossa Senhora do Carmo do Serro, como também na manutenção de outros prédios históricos. Escreveu  vários textos avulsos sobre as peculiaridades históricas e populares do Serro. Publicou “Aconteceu no Serro”, BH/BDMG Cultural,1999.

Homenagem
Foi condecorada com a Medalha da Inconfidência, em 1999.


João Pinheiro da Silva
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Bibliografia
CHAGAS, Paulo Pinheiro: Teófilo Ottoni – Ministro do povo, BH. Ed. Itatiaia, Brasília;1978.
Sabores de Minas, números 02, 15 e 32 - Publicação mensal do Jornal Estado de Minas, 2006.
Textos da Secretaria Municipal de Turismo da cidade do Serro.
Primeiro Censo Cultural de Minas Gerais - Secretaria Estadual de Cultura - 1995 / Vol.  Guia da Região Central.
Revista de História do Serro - Textos escritos por ocasião do aniversário de 300 anos do Serro, publicado pela Tipografia Serrana –Serro /MG.
Textos do Jornal “Voz do Serro”, números 1, 2 e 4 de 1912 e 1919.
Revista Mensal Fundação João Pinheiro – Análise e  Conjuntura BH vol.8, de 12 de dezembro de 1978.
SILVA, Dário Augusto Ferreira da. “Memórias sobre o Serro Antigo” – Tipografia Serrana,1928, Serro. Editado por Antôn
io Lima da Costa.

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