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               Arduíno Bolivar

                                       
Ao Mário de Lima


Por mais que a lima roaz do Tempo te carcoma,
Terás sempre o diadema e a púrpura primeva
Da quadra colonial, caos de luz e de treva,
Donde o teu vulto heróico e legendário assoma.


Teu seio maternal e inexaurível poma,
Donde emana o licor vital de que se abreva
A alma das gerações, que em êxtases se enleva
Nos teus fastos, iguais aos da Grécia e aos de Roma,


Arcádia do Brasil, tu não morreste! Ainda
Na altíloqua mudez dos teus ermos alpestres
As frautas pastoris trilam com graça infinda,


Lembrando o ardente amor de teus Bardos, meus mestres;
E Marília sorri de novo, airosa e linda,
Com o fervor virginal das Beldades campestres

 

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