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Mariana

Dom Frei Manuel da Cruz

Cronologia
Nasceu: 1690.
Faleceu: 1764.
Ascendência: membro da nobreza lusitana da Casa de Carvalhal.
Natural do Porto/Portugal.


Formação
Mestre dos noviços do Convento de Alcobaça.
Frei Cisterciense


Atividades

Sexto bispo de São Luis do Maranhão.
Primeiro bispo de Mariana.


Trajetória de vida
Enquanto frei em São Luís do Maranhão, Dom Frei Manuel da Cruz realizou muitas viagens pastorais e ordenou 81 sacerdotes, o que lhe deu a fama de ser zeloso e dedicado com seu prelado. Sua viagem de São Luís para Mariana foi uma verdadeira odisséia que durou 14 meses, Dom Frei passou por dois naufrágios fluviais e foi sangrado seis vezes. Finalmente, em 15 de outubro de 1748, dia de Santa Tereza d’Ávila, Dom Frei Manuel, montado em um cavalo branco coberto com um precioso tecido adamascado, entrou com todas as pompas em Mariana. Iniciava-se uma das maiores festas realizadas na Capitania das Minas, o Áureo Trono Episcopal, a segunda maior festa realizada em Minas, “reunindo pessoas de todas as classes, entre cônegos, religiosos do Rio de Janeiro, todo o clero e nobreza de Minas, homens de letras, escravos e forros. Grande número de pajens mulatos encenaram o Áureo Trono Episcopal  à frente da catedral de Nossa Senhora da Assunção, na representação litúrgica e teatral mais grandiosa da cidade, bem ao gosto barroco e à altura da riqueza das Minas.” ( Dicionário do Brasil Colonial)


Como Bispo de Mariana, criou o Seminário de Mariana, ordenou 227 padres, trouxe para a Capitania das Minas a devoção aos Sagrados Corações de Jesus, Maria e José, estimulou a devoção ao venerável padre José de Anchieta.


De acordo com seu testamento, uma parte de seus bens foi doada aos pobres e às obras de caridade; uma outra parte foi destinada ao pagamento de 2.900 missas em sufrágio de sua alma.


Dom Frei Manuel da Cruz, segundo seus contemporâneos, foi um homem moderado e muito prudente. Adotou uma disciplina rígida, chegando, muitas vezes, a ser inflexível. Entre suas atitudes para moralizar o clero mineiro, proibiu que os padres saíssem à noite e os obrigou a celebrar as missas com batina. Com os chamados crimes religiosos, pseudoprofetas e outros heréticos foi implacável, condenando-os à pena de açoite.

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