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Diário de Bordo - A bordo da viagem - (SxM)

09 de julho de 1999 


O pico do Itacolomi, no séc. 18, conhecido como o Farol dos Bandeirantes, era a referência de chegada (a Ouro Preto) dos viajantes do passado. Para nós, seria o marco de saída. Ou, como registraram Spix e Martius, em seu diário publicado com o título de Viagem pelo Brasil:


Quando a nossa tropa se pôs a subir a encosta do morro de Vila Rica, nascia juntamente o sol e iluminava a cidade, reclinada entre “pinturescos” outeiros no sopé do majestoso Itacolomi, sobre o qual os nossos olhos repousam pela última vez...


Parque do Itacolomi: véspera da viagem. Pareceu-nos estratégico despertar já em Ouro Preto, para nossa saída no dia seguinte.Seria funcional passarmos a tropa em revista, para checar vários pontos. Por exemplo: não conhecíamos os animais que a Fazenda Novo Horizonte havia disponibilizado. Além do mais, esses animais deveriam chegar antecipadamente, para que se recuperassem da longa viagem de caminhão. De Carmo do Rio Claro a Ouro Preto são mais ou menos seis horas de viagem. Tínhamos também que conferir os arreios, combinar com toda a equipe o horário de saída da Praça Tiradentes, além de dar entrevistas de véspera aos órgãos de comunicação, de sorte a não atrasar nossa saída.


Também, por ser considerado de importante interesse ecoturístico e localizar-se no entorno da nossa rota, o Parque do Itacolomi seria o local mais indicado para nossa concentração. Então, numa cortesia do IEF (Instituto Estadual de Florestas), fomos acolhidos ali.


À noite, houve lanche oferecido pelo restaurante Tripuí, e recebemos visitas honrosas como as do Diretor Geral do IEF, Evandro Xavier, do Diretor Regional do SENAC-MG, Dr. Sebastião Antônio dos Reis e Silva, do Diretor do IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), Fabiano Lopes de Paula, do presidente da AMO-TE, Hélio Rabelo, e do Secretário de Cultura de Ouro Preto, Robson Aquino. Tivemos a oportunidade de nos informar sobre aquele patrimônio natural e cultural, e sobre os projetos para o turismo no Parque  do Itacolomi. O parque tem como sede a Fazenda do Manso, hospedagem de antigos viajantes. A riqueza da vegetação do cerrado e a serra propiciam belas caminhadas. Naquele local, muito se tem a apreciar, de história a questões ambientais. O lugar é próprio para trekkings e Turismo Ecopedagógico.


O parque fica praticamente dentro de Ouro Preto, onde existe também a APA (Área de Proteção Ambiental) das Andorinhas. Junto ao parque, existe a Reserva Biológica do Tripuí. E não muito distante, com algumas pousadas e restaurantes, encontra-se Lavras Novas,  local apreciado pela juventude para divertir-se, tomar banhos de cachoeira etc.. A Estrada Real, vindo do Rio, passa lá perto.

 

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© Henry Yu Ouro Preto - Lavras Novas - Henry Yu Lavras Novas
© Henry Yu Ouro Preto - Pico do Itacolomi - Henry Yu Pico do Itacolomi
© Henry Yu Ouro Preto - Monumento à Tiradentes - Henry Yu Monumento à Tiradentes