Turismo

Expedições e Aventuras

07. Trecho Passa Quatro - Parati

Passa Quatro - Cruzeiro (07 outubro 2001)


Logo após sair de Passa Quatro, começamos a subir mais ainda a Serra da Mantiqueira pelo asfalto (MG 158) e depois por uma estradinha de terra que vai até a Garganta do Embaú (local onde os Bandeirantes transpassaram a Serra da Mantiqueira) onde existe um túnel da estrada de ferro, construído no final do século 19. No alto da Serra voltamos para a estrada principal, na divisa MG/SP, onde existe um monumento dedicado aos soldados da Revolução Costitucionalista de 1932 e um mirante com uma lanchonete anexa. Como o céu estava coberto por uma forte neblina, não conseguimos ver as belas paisagens do Vale do Paraíba lá de cima.


Ao sair de Minas Gerais, descendo a Serra da Mantiqueira, por uma longa e íngreme descida, sentimos ao final, a grande variação de altitude (cerca de 600 metros de diferença). Ao entrar no Estado de São Paulo as coisas mudam pois não houve contato prévio para nos receberem nas cidades, e assim tivemos que fazê-los in loco. Em Cruzeiro não conseguimos um contato oficial, então dormimos em um pequeno hotel sem obtermos maiores informações sobre a região.


Cruzeiro - Lorena (08 outubro 2001)


O trecho paulista da Estrada Real é altamente urbanizado e constituído de rodovias asfaltadas. Pelo Vale do Paraíba fomos neste dia até Lorena pela SP062, percorrendo longas baixadas e passando por Cachoeira Paulista e Canas, sempre avistando ao longe a Serra do Mar.


Quem percorrer a Estrada Real pedalando vai adorar a cidade de Lorena, pois é o lugar com maior concentração de bicicletas que já vimos, dizem que são 60 mil na cidade. Todos na cidade as usam como transporte, de crianças a executivos e idosos. Procuramos a Secretaria de Turismo Municipal e recebemos o apoio da Mariana e, mais tarde do Fernandinho Brasil.


Lorena - Cunha (09 outubro 2001)


Saindo de Lorena, pedalamos ainda pela mesma estrada por um trecho semi-urbano até Guaratinguetá. Nesta cidade, na Estrada Real há uma bifurcação, originando um caminho para Taubaté, de onde os bandeirantes saíram, e outro - o mais movimentado - para Paraty, onde havia um porto através do qual se escoava, para Portugal, o ouro retirado das Minas Gerais. Seguimos por este último, que hoje é a rodovia SP171, em direção à Serra do Mar para atravessa-la e alcançar o porto de Paratie após uma longa subida de 13 km, chegamos em Cunha, uma estância climática cravada no alto da Serra do Mar.


Cunha - Paraty (10 outubro 2001)


Este é outro trecho maravilhoso, porém cansativo. A estrada é cheia de curvas fechadas, com subidas e descidas fortes. Até a divisa SP/RJ a estrada é asfaltada, cercada de montanhas e com alguns condomínios e pousadas. No Rio de Janeiro começamos a descer a Serra do Mar em um trecho mais selvagem; estrada de terra no meio da mata. Passamos por este trecho já no fim da tarde e a neblina não nos deixou ver as paisagens mais distantes, mas mesmo assim ficamos deslumbrados com o lugar, pela exuberância da floresta, que parecia intacta.


Enfim ele, o mar, o porto de chegada, mas ele não é mais importante que todos os lugares que passamos, pois nesta viagem, assim como na vida, o mais importante é o caminho, e não o ponto final


Em Parati fomos também recebidos com carinho, inicialmente pela Regina, na Secretaria de Turismo Municipal e depois pelo Samuca, na Pousada Praia Jabaquara e pelas meninas da Pousada Marendaz.


Ao completar o Caminho Velho da Estrada Real, olhar para trás e relembrar os momentos marcantes que vivênciamos, as pessoas e os lugares maravilhosos que conhecemos, continuamos a seguir sempre em frente, pelos novos caminhos reais da vida.

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