Parques

Parque Nacional Grande Sertão Veredas

A vida cultural do entorno

Gastronomia
A gastronomia típica é baseada no arroz com pequi, na galinhada, na tapioca na paçoca (carne seca com farinha, comida descendente da época dos jagunços), e, em menor quantidade, na fabricação de doces caseiros de frutos de época. Importante representação da gastronomia regional é a cachaça produzida em Januária, de qualidade reconhecida nacionalmente e, inclusive, descrita em passagem do livro de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.


Artesanato
O artesanato regional, o buriti fornece a principal matéria-prima: sua palha. Utiliza-se a palha para a fabricação de esteiras e redes, além das peneiras e vassouras. As esteiras são feitas pelo método tradicional do tear e as redes são trançadas, objetos feitos pelas comunidades de dentro do parque e de sua zona de amortecimento.


O artesanato também utiliza o caule do buriti para a fabricação de pequenas canoas, símbolo derivado da presença marcante do rio São Francisco, encontrado na cidade de Januária.



As ervas medicinais
Uma grande característica cultural da região provém do uso tradicional de plantas do cerrado com atribuições medicinais. São inúmeras as espécies que possuem qualidades benéficas para a saúde do homem. Cada uma delas possui suas próprias partes aproveitáveis (folha, casca, flor, raiz, etc.) e funções especiais (dores, inflamações, resfriado, problemas em órgãos específicos, etc.) Utiliza-se as plantas por meio de chás, banhos, xaropes, óleos e mesmo in natura. 


Também como um a produção artesanal, mas utilizado como utensílio doméstico pela população, o sabão caseiro é produzido com a utilização de pequi.


Arquitetura
A arquitetura, uma representação da cultura tradicional, é apresentada pela construção por meio do adobe, do chão de terra batida e da palha de buriti como telhado. Este estilo se encontra em sua forma original, principalmente, dentro do parque, devido à preservação da área e, mesmo, à dificuldade de acesso dos moradores a outros materiais, uma vez que a construção de casas de alvenaria já é a principal em toda a zona de amortecimento (z.a. é o entorno de uma unidade de conservação onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade). Podemos considerar este estilo arquitetônico como patrimônio cultural do Parque Nacional Grande Sertão Veredas.


A região na obra Grande Sertão Veredas
Como representação singular das características culturais da região, o parque possui um instrumento único que muito bem as descrevem. Trata-se do livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, escritor que visitou a região na década de 50. Esta obra literária retrata com exatidão cenas do ambiente encontrado no parque e na região dos Gerais, onde a população tradicional expressa naturalmente suas características culturais endêmicas, sejam elas a gastronomia, os utensílios domésticos fabricados manualmente, a dança e a música, os tratamentos naturais com ervas locais, enfim, os saberes e fazeres, os costumes e dizeres. 


Festas


Formoso
01 de março - aniversário da Cidade
3º final de semana de julho - Festa da Padroeira Nossa Senhora da Abadia
 
Arinos
06 de janeiro Folia de Santos Reis
20 de janeiro Festa de São Sebastião
01 de março Aniversário da Cidade
10 de junho Exposição Agropecuária
03 de julho Festa da Cidade
06 de agosto Festa de Vila Bom Jesus
28 de agosto Festa de Morrinhos
12 de outubro Festa da Padroeira da Cidade
 
Chapada Gaúcha
06 de janeiro - Folia de Santos Reis
13 de junho - Romaria de Santo Antônio em Serra das Araras
25 de julho - Aniversário da Cidade
28 de agosto - Festa do Padroeiro Santo Agostinho
20 de setembro - Dia do Gaúcho
 
Côcos - Bahia
14 de agosto - Aniversário da Cidade
20  de janeiro - Festa do Padroeiro São Sebastião

 

Fonte: Plano de Manejo do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. 2003